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O mundo do Bag-in-box Português
Ao notar que no final da década de 70 que em Portugal não havia bag-in-box, António Mira ousou tentar implementar este sistema de embalamento no território Nacional. Uma ideia inicialmente com muitos poucos crentes e sem concorrência a vista começou por adquirir vinhos a granel em Adegas, encher em bag-in-box e posteriormente vender acabando por se tornar engarrafador e vendedor de vinho com marca, para estar de acordo com a lei, mas involuntáriamente porque a politica da empresa era fazer as máquinas.
Passado algum tempo e com o crescimento das vendas deste produto pelas mãos da Barril-in-box, empresa dirigida por António Mira e sedeada em Porto de Mós, e também a grande profusão da embalagem que já existia no estrangeiro, o mercado nacional começou a abrir-se. Assim que tal aconteceu a empresa deixou a comercialização de vinho e passou a produzir as máquinas.
António Mira diz com satisfação que hoje 80% dos produtores de vinho e engarrafadores são seus clientes. As máquinas em si são das mais sofisticadas a nivel Europeu caracterizando-se por serem pequenas, compactas e com muita tecnologia.
A convicção e o acreditar numa ideia faz com que hoje o bag-in-box seja uma realidade não só para o vinho como tambem para a água e para o azeite.
Entretanto têm surgido outras utilizações como o ovo liquido, produtos quimicos e óleos para automóveis, entre muitos outros.
Em Portugal o produto com maior apetência têm sido o vinho embora ultimamente o azeite também já tenha sido opção. Decorrem negociações para utilização no leite.
António Mira fala ainda em várias ideias que gostaria de ver implantadas, como por exemplo a utilização deste tipo de embalagens para recolher óleos domésticos usados.
Uma empresa pioneira que usa tecnologia de ponta.
Tanto o saco como a caixa de cartão são recicláveis e será o caminho para acabar com as embalagens de taras pesadas já que com pequenas alterações no enchimento é possivel embalar praticamente todo o tipo de liquidos.
A empresa já tem mercado em Espanha, tem pessoas em França interessadas em fazer distribuição e só em Portugal consomem-se 20 milhões de bolsas. Estamos agora a desenvolver uma caixa reutilizavel, desmontável, lavável e permite impressões a cores.
Do Minho ao Algarve já foram instaladas perto de 400 máquinas, divididas entre automáticas, semi-automáticas, manuais e que enchem 600 bolsas/hora, apenas necessitando de um operador.
Para além das máquinas que fabrica a Flavourbox assegura todas as outras necessárias ao processo pretendido pelo cliente. A empresa têm ainda a opção de fazer demonstrações permitindo por exemplo que os interessados tenham a máquina durante um período de tempo antes de decidirem se querem ou não adquiri-la.
Só uma pessoa assegura o trabalho
A ultima novidade conta já com duas máquinas montadas em Espanha e oito em Portugal.
Caracteristicas:
Capacidade de enchimento: 1,5 , 2 , 3 , 5 , 10 , 15 , 20.
Manutenção Remota e com internet instalada.
Está equipada com uma caixa de cartão com mil bolsas.
É programável para várias volumetrias e basta carregar num botão que a máquina encarrega-se de puxar o saco, tirar a tampa, fazer vácuo e de seguida introduzir o vinho. Coloca um pouco de nitrogénio produzido pela própria máquina atravéz de um sistema de nitrogénio, para evitar que o oxigénio entre no saco, põe a tampa, solta e corta o saco que depois coloca na respectiva caixa que também fecha. Necessita apenas de uma pessoa para paletizar.
A Flavourbox fabrica em 2 versões, uma em 600 horas e outra em 1200 horas sendo assim o seu custo de baixo valor.